Bitcoin mantém estrutura de alta mesmo após queda: padrão técnico projeta valorização de até 12%

Bitcoin mantém estrutura de alta mesmo após queda

Bitcoin recua para US$ 89 mil, mas mantém padrão de xícara com alça, acumulação de longo prazo e forte pressão nos derivativos. Entenda os níveis-chave e o potencial de alta.

Bitcoin recua, mas mostra resiliência acima dos níveis críticos

O Bitcoin voltou a testar a paciência do mercado ao recuar abruptamente para a região de US$ 89.190, movimento que inicialmente acendeu alertas entre investidores menos experientes. No entanto, como o mercado gosta de lembrar, nem toda queda é sinal de fraqueza — algumas são apenas ajustes técnicos estratégicos.

Após o recuo, o BTC reagiu rapidamente e voltou a negociar próximo de US$ 90.800, mantendo-se praticamente estável no dia. No acumulado semanal, o ativo ainda registra ganho de cerca de 2,7%, reforçando que a tendência dominante segue construtiva.

Mais importante do que a oscilação pontual é o que o preço construiu ao longo desse movimento. Compradores aproveitaram a fraqueza para aumentar posições no mercado à vista, enquanto o mercado de derivativos começou a mostrar sinais claros de pressão acumulada.


Padrão de xícara com alça segue intacto no gráfico diário

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin continua negociando dentro de um padrão clássico de xícara com alça no gráfico diário. Esse padrão costuma surgir após uma fase de consolidação prolongada, quando o preço arredonda um fundo, pausa brevemente e tenta romper uma resistência relevante.

A recente queda até US$ 89.190 aprofundou a formação da alça, sem comprometer a estrutura geral. Pelo contrário: esse tipo de movimento costuma fortalecer o padrão, desde que os suportes principais sejam preservados.

O comportamento do Índice de Força Relativa (RSI) reforça essa leitura. O indicador segue acompanhando o preço, confirmando que o momentum permanece alinhado com a tendência de alta.


RSI confirma força do movimento e reduz risco de reversão

Entre 9 de dezembro e 5 de janeiro, o Bitcoin registrou topos ascendentes, comportamento que foi acompanhado pelo RSI. Essa sintonia é um sinal técnico relevante, pois indica ausência de divergência negativa — um dos principais alertas de reversão no curto prazo.

Quando o preço sobe e o RSI confirma esse movimento, o mercado mostra fôlego real, não apenas especulação pontual. Isso reduz significativamente o risco de uma correção mais profunda no curto prazo.

Ainda assim, dois desafios técnicos seguem no radar: o rompimento do limite superior da alça e, posteriormente, da chamada linha do pescoço. Enquanto esses níveis não forem superados, o rompimento permanece como possibilidade — não como confirmação.


Investidores de longo prazo aumentam acumulação durante a queda

Os dados on-chain trazem uma leitura ainda mais interessante. Durante o movimento de baixa, investidores de longo prazo não apenas evitaram vendas como aumentaram suas posições.

O indicador Hodler Net Position Change mostra claramente essa mudança de comportamento. No dia 6 de janeiro, com o Bitcoin próximo de US$ 93.700, o índice apontava cerca de 9.933 BTC em acumulação líquida. Após a queda, esse número saltou para aproximadamente 12.322 BTC.

Na prática, isso representa um aumento de quase 2.400 BTC em apenas dois dias, uma alta de cerca de 24% na acumulação durante a fraqueza dos preços. Esse dado é relevante porque sinaliza uma virada clara no comportamento dos investidores de longo prazo, que até o fim de dezembro ainda distribuíam ativos mesmo durante altas pontuais.


Derivativos concentram pressão com excesso de posições vendidas

No mercado de derivativos, o cenário adiciona ainda mais combustível ao movimento. Os dados de liquidação de futuros perpétuos mostram uma exposição short acumulada de aproximadamente US$ 3,9 bilhões, contra cerca de US$ 2,3 bilhões em posições long.

Em termos simples, há quase 70% mais posições vendidas do que compradas. Esse desequilíbrio cria um ambiente propício para movimentos rápidos de alta, especialmente se níveis técnicos importantes forem rompidos.

Quando o preço sobe nesses cenários, vendedores são forçados a recomprar posições para evitar perdas maiores, gerando o conhecido short squeeze, que acelera a valorização.


Região entre US$ 94.800 e US$ 95 mil concentra liquidações

Um dos pontos mais sensíveis do gráfico está próximo de US$ 94.820, onde se concentram cerca de US$ 2,6 bilhões em liquidações short. Coincidentemente, essa faixa coincide com a linha do pescoço do padrão de xícara com alça.

Caso o Bitcoin consiga fechar acima dessa região, o mercado pode assistir a uma sequência de liquidações forçadas, impulsionando o preço de forma mais agressiva.

Esse é o tipo de cenário que transforma uma alta gradual em um movimento explosivo — e rápido.


Níveis de preço definem o próximo grande movimento do Bitcoin

Tecnicamente, alguns níveis são decisivos neste momento. O primeiro obstáculo relevante está próximo de US$ 92.390. Um rompimento sustentado acima desse ponto colocaria o Bitcoin fora da alça.

O nível mais importante, no entanto, está na região de US$ 94.900. Um fechamento diário acima dessa faixa confirmaria o rompimento da linha do pescoço e abriria espaço para uma valorização projetada de até 12%, com alvo entre US$ 104.000 e US$ 107.250.

Resistências intermediárias podem surgir próximo de US$ 96.700, mas o fluxo comprador tende a ganhar força caso as liquidações entrem em cascata.


Suportes críticos delimitam o risco de queda

Do lado do risco, o cenário segue bem definido. Manter-se acima de US$ 88.340 preserva a estrutura técnica atual. Uma queda abaixo de US$ 86.560 enfraqueceria o padrão, enquanto um movimento abaixo de US$ 84.310 invalidaria completamente essa leitura de alta.

Até o momento, porém, o Bitcoin não apresenta sinais claros de reversão.


Conclusão: volatilidade no curto prazo, viés construtivo no médio prazo

Apesar da volatilidade recente, o Bitcoin segue mostrando estrutura técnica sólida, acumulação consistente por investidores de longo prazo e pressão significativa no mercado de derivativos.

Esse combo não garante rompimentos imediatos — mas historicamente cria o terreno perfeito para movimentos expressivos quando os níveis certos são superados. Se o preço recuperar os pontos-chave e vencer a linha do pescoço, o mercado já tem impulso suficiente para buscar patamares mais altos.

Traduzindo do “criptoês” para o português claro: o mercado ainda está respirando fundo antes do próximo passo. E quem entende o jogo, já está se posicionando. 💹

Veja Também:

Este site tem caráter apenas informativo. Não realizamos transações financeiras e não possuímos vínculo com instituições.