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Alzheimer pode ser prevenido através de exercício físico. Confira!

Conhecido como um dos maiores males do século XX, sendo considerado ainda um mistério, o mal de Alzheimer causa espanto na grande maioria dos brasileiros justamente por essa natureza preponderante e repentina com que ele se apresenta, tornando cada vez mais difícil a prevenção, uma vez que os sintomas, quando aparecem, já denotam uma situação avançada da condição.

Como ela se apresenta no corpo e como o Alzheimer pode ser prevenido através do exercício físico?

Estando mais presentes nas pessoas de idade mais avançada, na chamada terceira idade, o Alzheimer, ou a Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

A doença se instaura no corpo do indivíduo quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios, células cerebrais, e nos espaços que existem entre eles. Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato, segundo a OMS.
Importante ressaltar que ela, infelizmente, é incurável, entretanto, pode ser tratada, mas a eficácia do tratamento é inversamente proporcional ao estágio de avanço da doença no indivíduo, isto é, quanto menos avançada ela estiver, melhor e mais eficiente será o tratamento.

A importância do exercício físico é evidente em todas as idades, gêneros, fases da vida e para pessoas portadoras das mais diversas enfermidades e limitações físicas- ironicamente, os atletas paralímpicos mostram que isso de limitações físicas nada os limita em praticar os mais diversos esportes nas mais exigentes competições-. Assim, contra o mal de Alzheimer não seria diferente! Nesse caso, contra a DA, a musculação é a atividade esportiva que previne os sintomas mais drásticos da condição.
Sabe-se que os portadores do mal de Alzheimer são geralmente as pessoas mais idosas, dessa forma, além da demência avançada pela condição, existe a limitação física agravada pela idade mais avançada, por isso, questionou-se muito se a musculação seria realmente a atividade ideal para a prevenção desses males.

O trabalho em modelo animal teve como base uma revisão de estudos publicada pelo grupo da Unifesp na Frontiers in Neuroscience, que fornece evidências clínicas de que exercícios físicos resistidos, ou seja, a atividade de musculação realizada com pesos- de forma que o corpo se vê obrigado a desenvolver uma resistência- são de fato benéficos para minimizar o déficit nas funções cognitivas e comportamentais causado pela doença de Alzheimer e podem ser propostos como terapia alternativa acessível.

Além disso, essa melhor qualidade de vida não é somente para o individuo afetado pela condição do mal de Alzheimer, mas a família e, de um modo mais extensivo, até o próprio sistema público de saúde, o SUS: “Além do paciente, a doença de Alzheimer afeta também toda a família, especialmente se ela for de baixa renda”, diz Caroline Vieira Azevedo, autora do artigo de revisão. “Os dois trabalhos trazem informações que podem ser usadas para estimular a criação de políticas públicas. Imagine a redução de gastos ao se retardar em dez anos o aparecimento de sintomas em pacientes idosos.”