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Aprenda como diminuir os sintomas da COVID apenas se exercitando!

A pandemia do Covid trouxe diversos aspectos negativos a tona no nosso dia a dia, além das sequelas emocionais que deixou, o Corona vírus deixou sequelas físicas irremediáveis.

O período mais difícil da pandemia já passou (ufa!) mas, infelizmente, ainda trazemos muitas das fases negativas da doença, que, em cada pessoa, despertava um sintoma ou sequela diferente, o que além de tudo, dificultava muito num tratamento personalizado especializado para mais de uma pessoa.

É possível reduzir os sintomas da COVID-19?

O médico intensivista Rafael Deucher, coordenador geral das Unidades de Terapia Intensiva da Santa Casa de Curitiba (PR) e professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), disse que os pacientes com covid grave, como o caso de Ivone, têm mais risco de desenvolver sequelas físicas, emocionais e até cognitivas, ou seja, além de comprometer as atividades motoras, também influencia no processo de aprendizagem.


O motivo das sequelas, segundo o dr. Deucher, é que o vírus deflagra uma reação inflamatória com manifestação grave que pode afetar diversas partes do corpo, como pulmão, músculos, coração e outros órgãos, levando a pessoa a ser internada, assim, ocorria, dentre as fases mais tenebrosas da pandemia, que custou muitas vidas e gerou diversas complicações: as intubações.

“Por que alguns pacientes saem de cadeira de rodas? Porque o vírus fez com que eles ficassem em coma 10, 15 e 20 dias; alguns ficaram em ventilação mecânica por 45 dias. Então isso vai fazendo com que, na fase aguda do trauma infeccioso, ocorra um consumo muito rápido de músculo, e o paciente evolua com atrofia muscular e perda muscular, havendo a necessidade de reabilitação física, não só muscular, mas cardiopulmonar também.” Disse o especialista.
A variedade de complicações pós-Covid é tamanha que a OMS fala em “constelação de sintomas”. Os mais frequentes são fadiga, falta de ar, tosse persistente, dor no peito e distúrbios cognitivos — confusão mental, esquecimento, dificuldade de concentração, entre outros, então, qual seria a solução para, pelo menos, diminuir e amenizar essas enfermidades que tanto dificultam a vida cotidiana?

Exercício físico é a resposta!

A atividade física em si traz consigo uma série de benefícios para a vida de quem pratica, assim, independe do gênero, idade, fase da vida ou comorbidade que carrega, movimentar o corpo é sempre uma atividade bem vinda, seja lá com qual exercício for- e o seu corpo agradece!

O estudo feito em cima da eficiência do exercício físico para tratamento das sequelas da COVID foi parte do trabalho de doutorado de Igor Longobardi, foi feito com pacientes de 45 anos ou mais que tiveram covid grave, internados na UTI do Hospital das Clínicas entre novembro de 2020 e abril de 2022. Os pesquisadores construíram programas de treinamento físico domiciliar personalizados e semi-supervisionados para cada participante após avaliação, com atividades fáceis de serem realizados em casa, como exercícios aeróbicos (caminhadas) e de força (com sobrecarga) para trabalhar quadril, tronco, pernas e braços. “É um programa desenhado para que o paciente possa fazer no seu ambiente domiciliar, sem necessidade de equipamentos adicionais”, segundo Hamilton Roschel.

O programa durou 16 semanas, com três treinos semanais, sendo um deles acompanhado por um pesquisador em tempo real, de forma remota. Durante a pesquisa foram analisadas a qualidade de vida relacionada à saúde e as funções cardiorrespiratória e pulmonar, a funcionalidade e a força muscular.

Ou seja, a resposta é exercício físico, mais especificamente o tratamento individualizado, com uma porção de treinos especializados em tratar, explorar e melhorar cada uma das sequelas, tal treinamento, desenvolvido sob medida, foi desenhado com base na escala funcional pós-covid (PCFS), que mede a funcionalidade dos indivíduos após infecção pela doença. Ou seja, um programa customizado para as necessidades de cada paciente.